Nossa lembrança num álbum de papel




Há vinte e cinco anos atrás não tínhamos a tecnologia tão avançada quanto temos hoje. Atualmente colocamos fotos nas memórias do celular, da tablet, do notebook, do computador e quando queremos mais espaços excluímos as fotos antigas, ou seja, aquelas que não nos interessam mais.  As lembranças passadas são jogadas fora.  Mas você me dirá! Tenho guardadas em pen drive, HD externo etc.  Claro que sim!  Algum tempo depois quer rever apenas um momento do passado e fica buscando, onde encontrar aquela foto que registrou um momento tão marcante da vida. Fica horas procurando aquela foto do nascimento dos filhos, o primeiro sorriso, o primeiro dente, o primeiro passo, as primeiras palavras, enfim, o desenvolver do ser mais importante da vida.  As lembranças são coisas que guardamos na memória e no coração, mas nossa memória é traiçoeira, e acabamos nos esquecendo de fatos importantes pra nós.  Sendo assim, sugiro que você, como eu tenha viva as lembranças dos primeiros anos de seus filhos em álbuns. Parece antiquado, mas a infância é o melhor momento que podemos viver com nossos filhos. Guarde os primeiros rabiscos, as melhores informações da época, o que ele mais gosta, suas travessuras, suas alegrias, seu primeiro dia na creche, na escola. Devo adiantar que quando são adolescentes não suportam ver tudo isso, mas depois, na vida adulta eles admiram, sorri, dão gargalhadas, até querem ver e rever várias vezes o passado que está presente na memória dos pais e tudo foi proporcionado por eles.
Estou escrevendo este relato porque vivo este momento e é muito 
gratificante. Tenho muitas informações desde que minha filha nasceu e isso nos torna mais unidas. Muitas vezes a pego admirando o álbum de fotos e o diário do bebê. Pergunta da professora da pré-escola, como era a turma, lembra também de momentos lindos que passou na época de escola, ri das estórias que conto daquele tempo e sempre ouço;" meus filhos serão tão felizes quanto eu fui e sou". Por isso, partilhem com seus filhos desde pequeno as estórias de sua infância, sua adolescência. Nossas crianças precisam ouvir mais e serem ouvidas pela família, não por milhões de pessoas que dão cliks e depois ignoram-na como se não existissem. As pessoas atualmente vivem a projeção e nós temos que ensinar nossos filhos viver a emoção.

























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